A transformação da obra em um processo industrializado
- Eng. Bruno Dias

- 15 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de jun.
A integração entre arquitetura, estrutura e método construtivo reduz desperdícios e transforma o canteiro em uma linha de produção.
Como isso é possível?
A maioria das obras acredita que o custo é definido apenas pelo preço dos materiais. O verdadeiro desperdício normalmente nasce ainda na fase de projeto.
Erro tradicional:
* Arquitetura é desenvolvida.
* Estrutura é calculada depois.
* Método construtivo só é pensado quando a obra começa.

Imagem 1: Laje maciça. Carpintaria artesanal para formas de viga
O que acontece na prática?
* Mais vigas.
* Mais formas.
* Mais escoras.
* Mais recortes.
* Mais mão de obra.
* Mais prazo.

Imagem 2: Estrutura pesada e excesso de escoramento
O conceito de projeto orientado à execução busca compatibilizar arquitetura, estrutura e método construtivo antes da obra possibilitando eliminar concreto e aço desnecessários da estrutura. Por isso é extremamente importante pensar na montagem, pensar na repetição, pensar na logística em busca de criar uma linha de produção no canteiro.
Resultado
* Menos aço.
* Menos concreto.
* Menos madeira.
* Menos retrabalho.
* Mais produtividade.
Da teoria à prática
Atualmente existem sistemas construtivos capazes de transformar os ganhos obtidos na fase de projeto em ganhos reais de produtividade durante a execução.
Sistemas industrializados que reduzem desperdícios, diminuem o consumo de madeira, melhoram a produtividade e racionalizam o uso de materiais estão alinhados aos princípios ESG e podem contribuir para estratégias de sustentabilidade exigidas por certificações ambientais, como o LEED.
A escolha do sistema estrutural influencia diretamente o consumo de materiais, a necessidade de mão de obra e a velocidade de execução. Quando a concepção estrutural é desenvolvida considerando também o método construtivo, torna-se possível reduzir desperdícios e simplificar significativamente o processo executivo.

Imagem 3: Sistema Alumatex em Laje lisa nervurada com viga faixa
Um dos principais objetivos da industrialização da construção é a redução da carpintaria tradicional e do consumo de fôrmas de madeira. Nesse contexto, as lajes lisas, sejam maciças ou nervuradas, vêm ganhando cada vez mais espaço na construção civil.
As lajes nervuradas apresentam uma vantagem importante: reduzem o volume de concreto e aço quando comparadas às lajes maciças de desempenho equivalente. Em muitos casos, especialmente quando comparadas a soluções protendidas, é possível obter o mesmo desempenho estrutural com menor consumo de materiais mantendo a mesma espessura da laje.
Paralelamente, os sistemas modernos de escoramento evoluíram para soluções industrializadas compostas por poucos componentes, leves e de fácil montagem. Em alguns sistemas, apenas 3 peças: escoras, contraventamentos e vigas horizontais são suficientes para formar uma estrutura organizada, repetitiva e altamente produtiva.

Imagem 4: Sistema Alumatex em montagem
Quando associadas a soluções como lajes lisas, vigas-faixa e capitéis, essas tecnologias permitem eliminar grande parte das formas convencionais de madeira, reduzindo desperdícios, simplificando a logística e transformando o canteiro de obras em uma verdadeira linha de produção.
O resultado é uma obra mais limpa, mais organizada, mais previsível e com maior produtividade, desde a primeira concretagem até a conclusão da estrutura.

Imagem 5: Sistema Alumatex Laje lisa maciça



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